COVID-19: Organizações e entidades sociais lançam Manifesto denunciando violações de direitos humanos em hospital de Parintins (AM)

fev 25, 20210 Comentários

COVID-19: Organizações e entidades sociais lançam Manifesto denunciando violações de direitos humanos em hospital de Parintins (AM)

Uma comissão de Direitos Humanos junto a instituições da sociedade civil e religiosas denunciaram nesta quarta-feira (24), possíveis violações de direitos humanos no tratamento de pacientes com Covid-19 no hospital Jofre Cohen em Parintins, no Amazonas. A medida ocorre após relatos de mortes por conta da falta de oxigênio e a demora do traslado de pessoas para a capital e outros Estados, além da circulação de imagens ilustrando pacientes amarrados pelos braços em macas na unidade hospitalar.

(revista Cenarium)

De acordo com um dos representantes da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e integrante da Comissão Pastoral da Terra, o professor Manuel do Carmo da Silva Campos, a situação da Covid-19 na cidade é complexa e é preciso que os órgãos públicos, do Estado, do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Parintins, tomem as devidas providências o mais rápido possível para que o número de casos, de internações e de mortes pela doença, sejam amenizados mediante o quadro atípico que vem ocorrendo no município. “A situação é bastante séria, é complicada. Solicitamos que as autoridades, junto ao Ministério da Saúde tomem as medidas cabíveis, pois vêm ocorrendo contínuas omissões no trato ao encaminhamento de soluções emergenciais, como pode-se observar com as mortes de pessoas em decorrência da Covid-19 em Parintins”, disse o professor.

Não transferência

Manuel do Carmo também cita a não transferência de pacientes acometidos com a Covid-19 e que se encontram em estado de saúde grave no hospital. O caso é relatado no Manifesto, que aponta para negligências nos traslados dessas pessoas para outros Estados.

Estão chegando muitos casos de omissão sobre a Covid-19. Iremos levantar uma investigação sobre os problemas da expansão da Covid-19, das medidas do governo quanto ao tratamento precoce da pandemia, da propagação dela em comunidades, para denunciar os fatos à Justiça brasileira e ao mundo”, finalizou Manuel.

Manifesto Direito à Saúde e à Vida

O manifesto “Direito à Saúde e à Vida” dirigido a órgãos públicos, assinado pela comissão e outras 40 entidades da sociedade civil de Parintins, do Amazonas e do País, menciona 12 acontecimentos na cidade em relação à Covid-19 e cobra por investigações consistentes quanto à omissão de órgãos públicos sobre a situação da pandemia no município.

O documento relata ainda o desacato da remoção de pacientes acometidos com o vírus para serem tratados em hospitais com melhores condições de atendimento. O documento afirma que Parintins foi transformada em um modelo nacional de descaso com a saúde da população e cita a falta de oxigênio, a rede de distribuição improvisada do insumo, o afastamento de trabalhadores da saúde, falta de medicamentos, entre outros casos.

Amarrados em macas

O caso dos pacientes amarrados em macas no hospital de Parintins repercutiu nacionalmente e foi tema de reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo. Denúncias encaminhadas à Defensoria Pública apontavam que eles foram contidos por conta da falta de sedativos, mas a prefeitura negou.

Na última terça-feira (23), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para apurar a conduta de autoridades em relação a pacientes com Covid-19 internados na cidade. A Defensoria Pública também apura o caso e informou que irá oficiar o Executivo Municipal e pedir esclarecimentos sobre os fatos.

Em nota pública, a Secretaria de Saúde de Parintins informou que a “contenção dos mesmos é necessária para mantê-los em segurança, ao iniciar a diminuição dos sedativos, como no processo de extubação, evitando acidentes com os mesmos em uma movimentação brusca ou qualquer agitação que possa ocorrer após um longo período intubado”.

Ainda segundo a pasta, há um número crescente de pacientes em estado grave, com necessidade de remoção a Manaus para tratamento de alta complexidade e que aguarda a transferência realizada pelo governo do Estado do Amazonas.

Veja o manifesto na íntegra:

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