#CAJUEIRORESISTE

fev 20, 20200 Comentários

#CajueiroResiste

Novo despejo surpresa pode acontecer no Cajueiro, zona rural de São Luís (MA). Na tarde desta quarta-feira, dia 19/02, dois idosos receberam uma intimação de desapropriação de posse de onde moram a mais de quatro décadas.

Comunidade do Cajueiro em agosto de 2019. ( foto: arquivo comunidade)

Seu João (86 anos) e seu Pedro (88 anos) são moradores mais antigos do Cajueiro com mais de 40 anos de história no território. Construíram suas vidas e seus lares e agora perderão tudo. Hoje, famílias estão em vigília na própria comunidade do Cajueiro e esperam apoio para que se evitem novos despejos.

Elas ainda não têm para onde ir”

A decisão é resultado de um processo com vários vícios processuais e questionado pelo Ministério Público do estado do Maranhão, o empreendimento de capital Chinês acontece com total apoio do Governo do Estado.

Seu Joca é resistente e segue firme na luta ao enfatizar que “somente sairá do Cajueiro carregado. Alertando que se sair dali, nos seus 86 anos, sua vida perderá o sentido”.

Em audiência de conciliação, realizada no último dia 17 em São Luís, os moradores do Cajueiro denunciaram a situação de vulnerabilidade na qual foram submetidos.

“Tudo já estava armado”.

A proposta era pra que aceitássemos esse acordo: realização de perícia para reconhecimento da área e sem saber sobre o resultado da perícia seríamos obrigados a nos retirar do local”, disse Natália Amorim da Silva, nascida no Cajueiro e neta de seu Joca .

Um prazo foi dado (17h do dia 18/02) pra que os moradores participantes da audiência de conciliação retornassem sobre a proposta do juiz Marcelo Oka. Acontece que as 13h45min, o juiz encaminhava o pedido de reintegração de posse dessas cinconco famílias no Cajueiro para a Secretaria de Segurança Pública. Das cinco famílias, três aceitaram o acordo o seu Joca e seu Pedro Sírio da Silva (88 anos) resistiram.

O juiz estaria se baseado em um decreto assinado pelo secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, que desapropriou a área onde residem as famílias – desapropriação que está sendo questionada pelo Ministério Púbico (MPMA), em outro processo, pois as famílias ameaçadas possuem títulos dessa terra, entregues pelo próprio Governo do Maranhão.

Para Adriana da Silva Costa (30 anos), neta de seu Sírio a palavra é resistência.” Meu avô diz que não saíra e vamos apoiá-lo”

Em agosto do ano passado, várias famílias sofreram pelo despejo violento, na ocasião moradores registraram a ação da Polícia Militar que fez uso de gás de pimenta, além de abordagem truculenta do Batalhão de Choque contra mulheres e idosos.

moradores da comunidade de cajueiro manifestam-se contra o governo do Maranhão.
( fotos: arquivo comunidade)

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2019-2020

Proteja Amazônia

 

HOME

Quem somos

Objetivo

Ação

NOSSA ATUAÇÃO

Projeto

Desafio

Visão

Ações

PUBLICAÇÕES

Revista Proteja Amazônia

Revista Fórum Teles Pires 

ECOSSISTEMA

CONECTE-SE

Assine a newsletter

Contato